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terça-feira, 27 de março de 2012

A Casa e as Festas do Espírito Santo de Alenquer nas Memórias Paroquiais (1758)


Há nesta freguesia, dentro na vila, dois hospitais, a saber: o da Misericórdia, de que se tratará quando se falar nes­ta Casa, e o do Espírito Santo, que hoje está reduzido só a uma alberga­ria. Foi este fundado, como consta por documentos que há no cartório da dita Casa do Espírito Santo, pela senhora Santa Isabel, rainha que foi deste rei­no, em o ano de mil trezentos e vinte, estando a dita Santa então nesta vila com seu marido El-Rei Dom Dinis, precedendo revelação divina e aparecendo milagrosamente riscados, ou abertos só á superfície, os alicerces da igreja que depois foi do dito hospital, a qual logo a dita Santa Rainha, pelo mesmo risco, mandou edificar à sua custa dando-lhe a invoca­ção do dito Espírito Santo e mandando que todos os anos se celebrasse, com grande solenidade, a sua festa, e comprou gados que fossem rendendo para o dito hospital, cuja administração entregou logo aos moradores e homens bons da dita vila, que entre si instituíram confraria e compromisso e dotaram a dita Casa do Espírito Santo de algumas rendas, ficando esta e a dita confraria governadas por um juiz e dois mordomos, que se elegiam anu­almente até o ano de mil e quinhentos e oito, em que o Rei D. Manuel lhe deu regimento por sua mão assinado, em que mandou que se governasse por um provedor e um escrivão perpétuos, que um despachasse e o outro processasse judicial e extraju­dicialmente nos negócios e demandas da dita Casa e hospital. Porém, como os confrades não elegessem o dito provedor, passados alguns anos, nomeou a rainha neste cargo a Francisco de Macedo, natural da dita vila, filho mais velho de Rui Dias de Góis e de Inês de Oliveira de Macedo e meio-irmão do nobre cronista Damião de Góis, e, por morte deste, a seu filho Sebastião de Macedo, fidalgo da casa do Cardeal-Infante, depois Rei Dom Henrique, e seu camareiro e guarda-roupa, depois também vedor da sua casa, em cuja descendência sempre até ago­ra se conservou a dita provedoria por eleição dos confrades, confirmada pelas rainhas, ora no ramo dos viscondes de Vila Nova de Cerveira, ora no dos antepassados do sobredito Gonçalo Tomás Peixoto da Silva Macedo Carvalho, que ambos descendem, por filhas, dos ditos primeiros provedores. Consta o edifício da dita Casa do Espírito Santo da igreja, que é de uma só nave com as paredes vestidas de azulejo de figuras moderno e o teto pintado da perspetiva e painéis; e tem três altares em capelas à face da mesma igreja, que são: o altar-mor, da in­vocação do Espírito Santo, e os dois colaterais, que é um da Senhora do Socorro, imagem muito antiga e de grande devoção, e outro da dita Santa. Consta também de umas casas nobres contíguas a mesma igreja, em que há muitos aposentos e duas grandes varandas, uma em cima, sustentada em colunas de pedra, e outra em baixo, com arcos de pedraria e pilares de ferro. Em a lógia de uma das salas se dá albergaria aos pobres peregrinos, e em outra, cha­mada a Casa do Bodo, há dois paióis, em que se põem, separados, a carne e o pão, que se benze na véspera do Espírito Santo para se mandar aos con­frades e pessoas nobres da terra; e na mesma Casa se dá, na primeira oitava da dita festa, de jantar a to­dos os pobres, homens e mulheres, que concorrem a esta função, que muitas vezes chegam a perto de trezentos. São servidos à mesa pelo provedor e pe­las mais pessoas de maior respeito que aí se acham. Terá a dita Casa do Espírito Santo de renda, com algumas esmolas que se vão pedir ao Alentejo e em frutos e em dinheiro, duzentos e oitenta mil réis, os quais se gastam no conserto das casas e igreja e culto divino, e em várias obras pias para que está destinada a dita renda, principalmente o salário de dois capelães, que na dita igreja dizem missa quo­tidiana pelos confrades e benfeitores da dita Casa.
Por costume antiquíssimo e acórdãos da dita Confraria, se fazia na dita Casa, em todos os domin­gos desde o de Páscoa até o do Espírito Santo, uma função chamada Império, que saía da dita igreja, em que ia diante a bandeira da Confraria, acompa­nhada com trombetas, com duas pelas bailando aos ombros de homens, por serem meninas de pouca idade. Logo uma dança das antigas do reino, de­pois muitas pessoas nobres, a que se seguiam duas moças donzelas toucadas e bem vestidas em corpo, a que chamam damas, e, entre elas, um menino nobre, que leva nas mãos uma espada larga sem copos com cruz e punhos dourados e bainha de veludo, chamada estoque, e dizem que fora do dito Rei Dom Dinis, servindo assim o dito menino de pajem do imperador, que é um homem nobre, que vai logo detrás, e ultimamente um capelão, com um prato grande de prata dourado, e nele uma coroa imperial da mesma matéria, com uma pombinha, figura do Espírito Santo; e se encaminhava toda esta comitiva até à igreja do Convento de São Fran­cisco, onde bailavam as ditas damas, antigamente ao som da gaita e tamboril, e modernamente com um homem que juntamente tocava viola, e depois, pondo-se o dito imperador de joelhos nas escadas do altar-mor, era coroado com a dita coroa por um padre do dito convento, revestido de capa de asper­ges, e voltava toda a dita comitiva pela praça, e ou­tras ruas da vila, até à dita Igreja do Espírito Santo, onde um capelão revestido, depois de dar a beijar ao imperador uma cruz com o Santo Lenho, lha tira da cabeça e, nas suas mãos, a beijam todos os cir­cunstantes. E depois saíam todos para a varanda de baixo, onde o imperador se sentava debaixo de um rico dossel de brocado, e as ditas damas e menino do estoque aos seus pés, e logo quatro pessoas, das mais autorizadas que ali se achavam, lhe iam ofere­cer frutos e vinho, com as mesmas reverências que se fazem a majestade, e repetia então a mesma dan­ça o homem da viola, com as ditas damas, e de novo tornavam os mesmos homens nobres, ou fidalgos, a ir oferecer doce e águas ao dito imperador, com as mesmas cerimónias, e nelas dava fim esta fun­ção, que ainda hoje se celebra em alguns dos ditos domingos, no que toca a coroação do imperador e acompanhamento; porém, há já alguns anos que se lhe não fazem os referidos oferecimentos, nem há a dança de foliões sobredita, nem as damas bailam, por não haver homens, ainda que humildes, que queiram entrar nestes bailes em público, antes o têm por afronta.
No sábado, véspera do dia do Espírito Santo, de tarde, há também outra função, que por tradição já escrita em livros antigos se diz que principiara por um voto, que em tempo do Rei Dom Afonso II fizera esta vila à Senhora da Assumpção, que se venera na Igreja Paroquial de Triana da mesma vila, se esta, por interceção da mesma Senhora, se livrasse da pes­te que então houve neste reino. Principalmente se prende um rolo de cera bento, a que chamam can­deia, em o altar-mor da Igreja de São Francisco e daí se vai continuando a estender, preso nas paredes, pelas ruas da dita vila, até o altar-mor da dita Igreja da Senhora de Triana. Logo se ajuntam na dita Igreja de São Francisco todo o clero secular e regular, no­breza, justiças e senado da Câmara desta vila, com as suas insígnias, e também o dito imperador, com dois homens dos principais delas para fazerem a fi­gura de reis, e, ajoelhando todos no altar-mor, são todos três coroados por um padre revestido com capa de asperges, o imperador com a dita coroa im­perial e, aos seus lados, os dois reis com coroas de prata abertas, todas com a pombinha figura do Es­pírito Santo, e depois sai todo este ajuntamento em procissão, precedendo a bandeira da dita Confraria acompanhada de pelas e trombetas, e no fim vai o dito imperador, entre os dois reis, levando diante as ditas damas e pajem, com o estoque. E discorrendo pelas ruas da vila, rodeadas do dito rolo ou candeia, entram na sobredita Igreja de Triana onde fazem oração. E, ultimamente, se recolhem na do Espírito Santo, passando logo para a dita Casa dos Paióis, na qual, sentados, o dito imperador e reis, em cadeiras, debaixo de dossel, assistem ao benzer solene do pão e carne do bodo, e voltando para a igreja, ajoelha­dos no altar, lhes tira um capelão as coroas, que to­dos os circunstantes beijam com devoção.

Pedro da Silveira
Prior da Freguesia de São Pedro da Vila de Alenquer
15 de Abril de 1758

(A.N.T.T., Memórias Paroquiais, vol. 2, n.º46-a, pp. 367-377)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Real Celeiro Público

Edifício do Real Celeiro Público de Alenquer. Foto de E. Portugal, 1941

O Real Celeiro Público de Alenquer foi erigido com a natureza de montepio agrário na sequência da publicação da carta régia de 26 de Julho de 1811, que, com o fim de atenuar os efeitos devastadores das invasões francesas, preceituava, entre muitas outras medidas, a distribuição de sementes aos lavradores no sentido de se poder restabelecer a produção cerealífera.
A sua existência legal virá a concretizar-se através da portaria de 25 de Janeiro de 1812:

Sendo da maior necessidade acorrer a grandes faltas que experimentam a Província da Estremadura, sobretudo nas terras invadidas pelo inimigo, onde se não pôde, a tempo, semear no ano passado, não havendo as sementes precisas, nem mesmo permitido o tempo outras providências mais prontas que as que se destinam para aproveitar neste presente ano a sementeira das melhores terras temporãs, devendo continuar-se esta providência para outras terras mais serôdias, e de sementeiras de milho nas terras invadidas, segundo se forem proporcionando os meios e a estação o permitir; Manda o Príncipe Regente Nosso Senhor que nas vilas de Alenquer e Santarém e nos Celeiro da Cardiga se formem três depósitos dos trigos e cevadas da terra que se puderem achar capazes de semente, cujos depósitos serão confiados à guarda e conservação dos administradores dos tabacos das referidas vilas, aos quais se fará entrega dos ditos géneros, à proporção que forem remetidos por Francisco Xavier de Montes, que se acha encarregado das referidas compras.

1.       Terão estes depósitos a natureza dos Montes Pios de Évora, Miranda e outras terras do Reino, unicamente destinados a darem por empréstimo trigos, cevadas e milhos àqueles lavradores que tiverem gados e boas terras, capazes de darem boa produção.

2.       Os corregedores das comarcas de Santarém e Alenquer, nos depósitos dos seus respectivos distritos, e o juiz de fora da Golegã, no depósito da Cardiga, convocando um eclesiástico de conhecida probidade e inteligência e dois lavradores escolhidos pela câmara, juntamente com o administrador dos tabacos, que o deverá ser do depósito, farão as sessões necessárias, prescindindo de toda a delonga que retarde a execução desta importante medida, para concederem ou negarem as sementes àqueles lavradores que, em sua consciência, julgarem mais capazes por terem boas terras, gados próprios, em estado de aproveitarem o benefício que o mesmo senhor lhes procura, ficando todos obrigados e responsáveis, um por todos e todos por um, pela execução e cumprimento das reais ordens.

3.       Todos os lavradores serão obrigados na próxima colheita a satisfazerem o pão emprestado, dando em cada maio a gratificação de três alqueires a benefício da conservação do estabelecimento.

4.       Serão obrigados a conduzir o pão ao depósito onde o receberam, não podendo alegar pretexto ou escusa para deter ou demorar a sua entrega, e o administrador fica autorizado para requerer sumariamente, perante os magistrados encarregados dos depósitos, a sua efectiva cobrança, tomando-se-lhes em conta na residência, além de responsabilidade que têm pela segurança e conservação dos ditos depósitos com os mais encarregados da distribuição.

5.       Quando por má colheita o lavrador não puder pagar as sementes sem dano, prorrogar-se-á a conservação dela, pagando, porem, infalivelmente, o prémio.

6.       Feito o empréstimo aos lavradores, o corregedor o fará publicar por editais, declarando os nomes dos lavradores, as sementes que receberam, para assim melhor constar e, no ano seguinte, poder beneficiar aos outros que não puderam entrar em relação, dando conta na Secretaria de Estado dos Negócios do Reino logo que as referidas sementes estiverem semeadas, de que particularmente fica encarregado.

7.       O administrador do depósito terá um livro no qual escreverá o determinado nas conferências, a distribuição das sementes e todos os mais apontamentos que se julgarem necessários conservar em memória, assinando os conferentes presentes, finda a sessão.

8.       A entrega se fará por termo assinado perante o escrivão da câmara, com as solenidades da lei.

9.       Tendo porem o mesmo senhor consideração às despesas necessárias […] para conservação e guarda dos géneros depositados, concede, finda que seja a colheita e recolhido o pão no celeiro, que o administrador receba um alqueire por moio, para deles satisfazer as despesas de que está encarregado, dando-se a cada um dos outros encarregados uma quarta por moio, pelo extraordinário incómodo e como gratificação deste serviço, ficando um alqueire para aumento e conservação do celeiro, como se pratica em todos os estabelecimentos desta natureza.

10.    Para acautelar as quebras que possa haver, se farão as duas medições, a primeira na recepção e a segunda no acto do empréstimo, sendo presentes todos os encarregados, ou ao menos dois, que assinarão o balanço com o aumento ou diminuição que tiver naquele dia […].

11.    Terá o corregedor e mais vogais cuidado de conservar algumas sementes de trigos três meses na colheita próxima, tendo em vista a necessidade que muitas vezes experimenta a comarca pelas inundações do Tejo.

12.   Nas outras comarcas onde não há depósitos procederão os corregedores pela maneira acima estabelecida com a concorrência dos dois lavradores e eclesiástico atendendo às pretensões daqueles que estiverem nas circunstâncias aqui declaradas, regulando-se para a distribuição, segurança e cobrança das sementes emprestadas na próxima colheita pelas providências dadas na presente Portaria e expedindo para a sua entrega os competentes precatórios aos corregedores das comarcas de Santarém, Alenquer e juiz de fora da Golegã, presidentes dos depósitos de Santarém, Alenquer e Cardiga onde se lhes fornecerão as mesmas sementes até às quantias seguintes, a saber: para a comarca de Leiria vinte moios de trigo e cevada; para a de Ourém dez moios de trigo e dez de cevada; para a de Tomar dez de trigo e dez de cevada; para a de Alcobaça dez moios de trigo e dez de cevada; para a de Ribatejo, cinco moios de trigo e cinco de cevada; para a de Torres Vedras dez de trigo e dez de cevada; para Castelo Branco dez de trigo e dez de cevada, sendo as ditas porções as que provavelmente se poderão ainda lançar à terra, suposto o adiantamento da estação, devendo observar as providências dadas na presente Portaria, para a sua conservação e arrecadação na próxima colheita, participando o presidente do depósito, fornecer a comarca aos outros depósitos para a sua devida inteligência.
13.   E para que Sua Alteza Real possa dar iguais providências para auxiliar a sementeira de milhos na estação própria, darão conta os corregedores das referidas comarcas da porção deste género, que será necessária para cada uma delas.
14.   E achando-se o Desembargador Filipe Ferreira de Araújo e Castro encarregado de fazer efectiva a remessa dos géneros que Francisco Xavier de Montes aprontar, é o mesmo senhor servido autorizá-lo, para que logo que aditar remessa se completar passe a visitar os depósitos e a verificar a execução da presente portaria. Palácio do Governo, aos 25 de Janeiro de 1812.
Logo no mês seguinte a junta se acha constituída e a funcionar, iniciando, no princípio de Março, a distribuição de sementes.

A acta da reunião de 14 de Agosto de 1812 revela-nos, no entanto, a inexistência, ainda, de instalação própria:
“Não havendo celeiro para se recolherem as sementes emprestadas aos lavradores que instam e requerem a esta junta continuamente para que lhas recebam pelo prejuízo que do contrário se lhes segue, tomou esta junta o acordo visto não achar celeiro algum pronto de pedir aos religiosos de S. Francisco desta vila a prestação de duas casas que dentro do mesmo convento têm cómodas para a recepção das ditas sementes e porque nas mesmas há a falta de três portas, determinamos que se passem a fazer as mesmas dando-se conta ao inspector dos celeiros comuns, o desembargador Filipe Ferreira de Araújo e Castro desta mesma deliberação”.
A deliberação será aprovada. 

Nas décadas de 1820 e 1830, sofrerá também o Real Celeiro os efeitos das lutas liberais, traduzidos por abusos e desvios. Numa carta do seu administrador para o sub-prefeito da Estremadura, datada de 21 de Outubro de 1835, se dá conta que este estabelecimento “tem andado em desleixo, causado ainda por aqueles que figuraram na administração em o tempo do governo usurpador”. No mesmo documento se pede que “se expedisse ao Juiz de Direito deste Julgado o este mandar proceder na cobrança activa, pelo meio executivo, contra os devedores, seus fiadores, ou mesmo contra qualquer dos pretéritos membros da junta que se julgar deram causa a descaminhos, que se presumem”.

Com o triunfo do Liberalismo, a administração dos celeiros foi integralmente transferida para as câmaras municipais.

A situação não terá melhorado e em meados do século XIX reconheciam-se graves defeitos na organização e administração dos celeiros existentes no país, nomeadamente a cobrança difícil e dispendiosa das dívidas já muito acumuladas.

Com o novo Regulamento dos Celeiros Comuns, de 20 de Julho de 1854, procurar-se-á alterar a situação. A junta, anualmente constituída, passará a ser composta pelo presidente da Câmara, pelo pároco, pelo juiz de paz da jurisdição, e por dois cidadãos “probos e abonados”. A orgânica de cada celeiro contemplará ainda os lugares de escrivão, procurador, medidor e tesoureiro.

O Real Celeiro estará activo mais de sessenta anos, entre 1812 e 1873, mas, e citando Guilherme Henriques, “morreu, como todas as boas instituições, aniquilado pelos abusos”.
A Câmara Municipal é hoje detentora do arquivo do antigo Celeiro, que, não sendo muito volumoso, nos permite, no entanto, reconstituir quase toda a história desta importante instituição local do século XIX.
É essencialmente composto por livros de conferências e distribuições de sementes (1812-1832), livros de actas da Junta Administrativa (1855-1865), livros e cadernos de termos de fianças (1812-1861), livros de caixa (1855-1874), livros de relações de devedores (1848-1852), requerimentos (1835-1869) e outros documentos avulsos.

Edifício do Real Celeiro Público de Alenquer. Foto de E. Portugal, 1941

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Presidentes da Junta de Pereiro de Palhacana

Da implantação da República à actualidade

Com a República, as juntas de freguesia (antes, juntas de paróquia) deixam de ter competências de carácter religioso, passando a ter, exclusivamente, funções de carácter civil: administração dos bens paroquiais móveis e imóveis, elaboração de posturas, entre outras.

O quadro que se apresenta foi elaborado com base em fontes diversas: atestados, correspondência, imprensa local, etc., que, no entanto, não permitiram colmatar pequenas lacunas.
 
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Presidentes da Junta de Freguesia de Olhalvo

Da implantação da República à actualidade

Com a República, as juntas de freguesia (antes, juntas de paróquia) deixam de ter competências de carácter religioso, passando a ter, exclusivamente, funções de carácter civil: administração dos bens paroquiais móveis e imóveis, elaboração de posturas, entre outras.

O quadro que se apresenta foi elaborado com base em fontes diversas: atestados, correspondência, imprensa local, etc., que, no entanto, não permitiram colmatar pequenas lacunas.
 

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Presidentes da Junta de Freguesia de Vila Verde dos Francos

Da implantação da República à actualidade

Com a República, as juntas de freguesia (antes, juntas de paróquia) deixam de ter competências de carácter religioso, passando a ter, exclusivamente, funções de carácter civil: administração dos bens paroquiais móveis e imóveis, elaboração de posturas, entre outras.

O quadro que se apresenta foi elaborado com base em fontes diversas: atestados, correspondência, imprensa local, etc., que, no entanto, não permitiram colmatar pequenas lacunas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Presidentes da Junta de Freguesia de Aldeia Galega da Merceana

Da implantação da República à actualidade

Com a República, as juntas de freguesia (antes, juntas de paróquia) deixam de ter competências de carácter religioso, passando a ter, exclusivamente, funções de carácter civil: administração dos bens paroquiais móveis e imóveis, elaboração de posturas, entre outras.

O quadro que se apresenta foi elaborado com base em fontes diversas: atestados, correspondência, imprensa local, etc., que, no entanto, não permitiram colmatar pequenas lacunas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Confrades da Casa do Espírito Santo de Alenquer (1475-1580)

«A Casa do Espírito Santo em Alenquer - Relação de alguns confrades» é um trabalho de Rogério de Figueiroa Rêgo (1901-1984), da Associação dos Arqueólogos Portugueses e do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, publicado em Estremadura - Boletim da Junta de Província, série II, número X, 1945, pp. 355-365. «Relação incompletíssima», no dizer do autor, foi extraída das Provas de D. Flamínio e acrescentada «sempre que isso foi possível» com subsídios biográficos e referências genealógicas.


RELAÇÃO DE ALGUNS CONFRADES DA CASA DO ESPÍRITO SANTO DE ALENQUER NOS ANOS DE

1475

Diogo Alvares de Gouveia, escudeiro, morador em Alenquer, e sua mulher Catarina Teles.
Foram instituidores de uma Capela na Igreja de S. Pedro da dita vila, cujo Tombo dos bens foi publicado em 1933, pelo Dr. Luciano Ribeiro.

Estêvão Leitão, escudeiro, de Alenquer, e sua mulher Beatriz Jorge.

1489

Álvaro Caiado, vassalo, de Torres Vedras. Foi vassalo da Casa de EI-Rei D. João II e marido de Maria Dias e sepultado em frente da porta principal, debaixo do alpendre, da Igreja de Nossa Senhora do Ameal em Torres Vedras, onde ainda há anos se lia a seguinte inscrição: «Aqui jaz Alvaro Cayado Vassalo delRey D. João o segundo o qual se finou a nove dias de novembro de 1524».
Seu filho João Caiado teve o foro de escudeiro-fidalgo e, sendo de idade de 25 anos, embarcou para a Índia na nau Galega em 1538.

Cristóvão Gonçalves Lobo, cavaleiro e contador da comarca de Alenquer e Sintra, e sua mulher Catarina de Gouveia, filha de Diogo Álvares de Gouveia e de Catarina Teles, já citados.

Francisco Teles, escudeiro, de Alenquer, filho mais velho de Diogo Álvares de Gouveia, de cuja capela foi o 1.º administrador.

Gomes Farto, escudeiro, morador em Alenquer.

João Afonso do Rêgo e sua mulher Catarina Fialho. Eram administradores da Capela de S. Martinho de Óbidos, onde hoje está instalado o Museu Municipal, fundada em 1331 por Pero Fernandes do Rêgo, raçoeiro de Lisboa e prior de Santiago de Torres Vedras.

João de Coimbra, e sua filha Catarina, de Atouguia.

Manuel Botado, escudeiro, do Turcifal. Foi Juiz ordinário de Torres Vedras e marido de Isabel Anes da Ponte, tia de Álvaro da Ponte, fundador da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Ponte do Rol.

Manuel da Ponte, cavaleiro, de Torres Vedras. Foi Juiz ordinário da dita vila e marido de Isabel Henriques, da Vermoeira, de quem houve ao citado Álvaro da Ponte.

Nuno de Sampaio, cavaleiro, de Torres Vedras. Foi provedor dos Hospitais, Capelas, Gafarias e Albergarias e marido de Filipa do Rêgo, filha de Afonso do Rêgo, cavaleiro de Atouguia e de sua segunda mulher Catarina Henriques. Filipa do Rêgo foi sepultada no Convento do Varatojo, conforme a seguinte inscrição em caracteres góticos minúsculos: «Aqui jaz Filipa do Rego molher que foi de Nuno de Sampaio q ds aja faleceo na era de 1530».

Pedro Afonso do Avelar, escudeiro, morador em Alenquer.

Pero de Almeida, escudeiro, de Alenquer, e sua mulher Leonor Vaz.

1500

Afonso de Albuquerque, filho de Gonçalo de Albuquerque, de Vila Verde. Trata-se indubitavelmente do célebre conquistador da Índia, figura máxima da nossa Epopeia no Oriente.

Pedro de Gouveia, filho de Diogo Álvares e de Catarina Teles já citados. Foi o 2.º administrador da capela instituída por seus pais, na falta de sucessão de seus irmãos Francisco Teles e Catarina de Gouveia.

1508

Álvaro Teles, escudeiro, morador em Alenquer, filho de Pedro de Gouveia, acima.
Foi o 3.º administrador, por falecimento, sem geração, de seus tios Francisco Teles e Catarina de Gouveia, da capela instituída por seu avô Diogo Álvares de Gouveia.

1518

Bartolomeu Fialho, escudeiro, morador na Cheira, filho de João Fialho e de Guiomar Pais.

Filipe Calvo, de Alenquer, filho de João Calvo.

Francisco de Macedo, filho de Rui Dias de Góis e irmão do célebre Damião de Góis. Foi o 1.º provedor da Casa do Espírito Santo, depois da reforma ordenada por El-Rei D. Manuel. Faleceu em 22 de Dezembro de 1545 e foi sepultado na Igreja da dita Casa, conforme inscrição que traz Guilherme Henriques, pág. 203.

João Leitão, cavaleiro e Juiz ordinário da Merceana.

Martim de Miranda, cavaleiro, da Merceana.

Pero Gomes de Carvalhosa, e seus filhos Rui, Jerónimo, Catarina, Violante e Miguel Gomes, todos da Ribeira de Maria Afonso, termo de Torres Vedras.

1520

Estêvão Gomes Godinho, pajem da lança de EI-Rei D. Manuel e sua mulher Margarida de Soutomaior, de Torres Vedras.

1521

Damião de Góis, filho de Rui Dias de Góis, e Manuel de Góis, seu irmão. Trata-se do ilustre humanista e guarda-mor da Torre do Tombo, autor da Crónica de EI-Rei D. Manuel e de outros notáveis trabalhos que o tornaram célebre na Europa do seu tempo.

Vasco Martins Leitão e sua mulher Isabel Penteado. Teve carta de brasão de armas de Leitões, dada por EI-Rei D. Manuel em Lisboa, aos 21 de Junho de 1507.
De sua filha bastarda Maria Borges, casada com António Boto Pimentel, cavaleiro da ordem de Malta, na qual teve as comendas de Pontével e Santarém, e instituidor da Capela de Santo António da Espiçandeira, descendem os Boto Pimenteis de S. Domingos de Carmões, onde ainda há actualmente representação.

1525

Álvaro da Ponte, escudeiro, morador na sua quinta da Ponte do Rol, termo de Torres Vedras, casado com Margarida Varela de Carvalhosa, da Ribeira de Maria Afonso. Era filho de Manuel da Ponte, atrás citado, e em 1530 erigiu a Igreja da Ponte do Rol da evocação de Nossa Senhora da Conceição, como ainda hoje se vê de uma lápide existente na dita Igreja, por debaixo do púlpito, do lado do Evangelho. Nessa época já era cavaleiro da Casa Real, como da inscrição respectiva se infere.

Jorge de Figueiredo, escudeiro, escrivão da Fazenda Real, morador na Ramalheira.

Manuel Leitão, escudeiro, e sua mulher Guiomar Rebelo, da Merceana. Foram pais de Brites Leitão, mulher de Bartolomeu de Aguiar, que foi porteiro da Câmara da Rainha D. Catarina e Alcaide do mar de Ormuz e Guarda-mor das naus do mesmo porto, cuja filha Isabel de Aguiar Leitão foi mulher de João de Figueiroa, cavaleiro da Casa Real e escrivão da Câmara de Torres Vedras, cargo de que foi privado por ser da parcialidade do Prior do Crato.
Bartolomeu de Aguiar, voltando ao Reino, faleceu em Torres Vedras no ano de 1578.

1530

Diogo Álvares da Rocha, da Corujeira, contador do Juízo Geral de Alenquer.

Gil Vicente da Maia, e sua mulher Leonor Perestrelo, da Carnota.

João Monteiro, da Labrujeira, e sua mulher Isabel Vogado.

Margarida Gomes e Lourenço Gomes de Carvalhosa, filhos de Gomes Lourenço de Carvalhosa e de Luísa de Sampaio, todos da Ribeira de Maria Afonso, termo de Torres Vedras.

Rui da Vaza, cavaleiro, e sua mulher Francisca César, de Aldeia Gavinha.

Sebastião de Lilá, e sua mulher Filipa de Fernãso, e seus filhos Ana de Fernãso, Manuel de Lilá e Isabel Travassos, moradores na quinta do Peixoto.

1535

Fernão do Avelar, cavaleiro, de Atouguia, e sua mulher Isabel da Vaza, filha de Rui da Vaza, já citado, de Aldeia Gavinha. Trata-se dos pais de Luísa da Vaza, mulher de Martim de Orta Carneiro.

1538

Cristóvão Leitão, dispenseiro-mor da lnfanta D. Maria, cunhado de Francisco da Ponte, de Arruda.

Francisco de Gouveia, filho de Manuel de Gouveia e de Catarina Vaz, do termo de Alenquer.

Lopo Vaz Vogado, e sua mulher Margarida Vaz. Esteve na tomada de Azamor em 1513 segundo se vê da Crónica de EI-Rei D. Manuel.

Sebastião de Macedo, filho de Francisco de Macedo e de Briolanja Peres, e sua mulher Helena Jorge. Era neto paterno de Rui Dias de Góis, pai do cronista Damião de Góis.
Foi guarda-roupa do Cardeal Infante e veador da sua Casa.
Faleceu em 5 de Julho de 1570 e foi sepultado na Igreja do Espírito Santo, onde ainda hoje se lê a inscrição que traz Guilherme Henriques, pág. 203.

Sebastião Semedo, cavaleiro, juiz ordinário de Torres Vedras.

1540

Jorge de Paiva, e sua mulher Brites do Rêgo, pais de Rui Boto Machado, de Alenquer.

 D. Pedro de Noronha, de Vila Verde, e sua mulher D. Violante.

1541

Francisco Ferreira, de Aldeia Galega da Merceana, e seu filho Diogo Ferreira, que casou em 1540 com Isabel Nunes Cardoso.

Manuel de Sousa Chichorro e sua mulher D. Leonor de MeIo, e seu filho Luís de Sousa.

1545

Lançarote Gomes Godinho Cabreira, alferes da Bandeira Real na Índia, filho de Estêvão Gomes Godinho, já citado, e sua mulher Maria do Avelar, de Alenquer.

1546

Pedro Casco de Montarroio, capelão da Rainha.

1549

Afonso Esteves, da quinta da Telhada, e sua mulher Maria Petronilha.

D. Joana de Argem, mulher de Damião de Góis, e seus filhos Manuel de Góis, Ambrósio de Góis, Rui Dias de Góis e Catarina de Góis.

Luís de Meireles, e sua mulher D. Beatriz, de Alenquer.
1550
Afonso Perdigão, escudeiro, de Alenquer.
Antão do Rêgo, cavaleiro e juiz ordinário de Torres Vedras e sua mulher Margarida Varela, moradores na sua quinta da Ponte do Rol, filha e genro de Álvaro da Ponte, já citado.
Faleceu no ano de 1570 e foi sepultado na Igreja do dito lugar, fundada por seu sogro, conforme inscrição que ainda hoje se pode ler na capela-mor, por debaixo do sôlho.

Francisco Teixeira, de Aldeia Gavinha, e sua mulher Maria Lopes.

Heitor Varela, cavaleiro, filho de Francisco Varela e marido de Antónia de Magalhães, de Alenquer. Foi escudeiro do Infante D. Duarte e na monção deste ano embarcou para a Índia; voltando ao Reino faleceu em 1561.

D. Leão de Noronha, e sua mulher D. Guiomar da Costa. Faleceu D. Leão em 19 de Agosto de 1572 e jaz sepultado na Igreja de S. Francisco de Alenquer. Foi o 5.º padroeiro do Mosteiro do Salvador de Lisboa e do Conselho de EI-Rei D. João III. Foi varão santo e ilustrado; dele fala desenvolvidamente o «Agiológio Luzitano».

Onofre César, de Aldeia Gavinha, filho de Pedro da Costa, pajem de D. Joana de Blas, camareira-mor da Infanta D. Maria; teve alvará de moço de câmara em 2 de Novembro de 1553.

1553

Francisco Ferreira Velez, conforme Guilherme Henriques que a pág. 290 reproduz a inscrição deste confrade, foi filho de Francisco Ferreira, da dos Quentes, e de sua mulher Maria Viegas Rebelo.
Porém, nas «Portarias do Reino», vol. I, pág. 120, cita-se um Francisco Ferreira Velez que se assinalou em Azamor e Safim, como filho de Simão Ferreira Velez, alcaide-mor de Aldeia Galega da Merceana, que serviu em Cambaia e foi morto em Chaúl, em 1521.
Devemos notar que G. Henriques dá a notícia supracitada sob reserva.

Luís Álvares de Paiva e sua mulher Inês Perestrelo, da Carnota.

1555

Francisco da Ponte, escudeiro, de Arruda, filho de Tristão da Ponte e cunhado de Cristóvão Leitão, já citado.

João Leitão, escudeiro, morador na Cheira, e seus irmãos Rodrigo e André, filhos todos de Bartolomeu Fialho, confrade em 1518, e sobrinhos de Catarina Fialho, mulher de João Afonso do Rêgo, confrade em 1489.

Dr. João Gomes de Carvalho, natural de Alenquer, onde fundou o convento de freiras e instituidor do Morgado dos Carvalhos. Foi lente notável da Universidade de Coimbra e pai de António Gomes de Carvalho.

Manuel de Gouveia, correio-mor do Reino, filho de Pedro de Gouveia e de Catarina do Avelar, sua segunda mulher e neto de Diogo Álvares de Gouveia e de Catarina Teles, já citados.

1557

Aires Penteado, de Aldeia Gavinha, e sua mulher Antónia do Avelar.
Era filho de Fernão Penteado e irmão de Vasco Martins Leitão e neto de Vasco Martins Leitão e de Isabel Penteado, confrades em 1521.

Diogo Botelho, de Pegas, termo de Alenquer, porteiro-mor do Infante D. Luís e filho de Pero Botelho, que esteve com o dito Infante na empresa de Tunis, e de sua mulher D. Joana de Ataíde.

Paulo de Resende e sua mulher Violante de Andrade, de Santo Estêvão de Alenquer.

1560

Aires Ferreira, Alcaide-mor de Aldeia Galega da Merceana e vedor da Casa do Cardeal Infante, e sua mulher D. Catarina de Góis.
Era filho de Diogo Ferreira e de Isabel Nunes Cardoso, confrades em 1541. Faleceu em 28 de Janeiro de 1594 e foi sepultado na capela-mor da Igreja da Misericórdia, onde ainda hoje se lê a inscrição que traz Guilherme Henriques, a pág. 181.

Francisco de Figueiredo, de Vila Verde, e sua mulher Beatriz de Barros.

1565

Francisco do Rêgo, cavaleiro e vereador de Torres Vedras, e sua mulher Antónia de Magalhães, viúva de Heitor Varela, já citado.
Era filho de Antão do Rêgo, confrade em 1550.

1570

António Gomes de Carvalho, e sua mulher Briolanja de Macedo, filha de Sebastião de Macedo, já citado. Era filho do Dr. João Gomes de Carvalho, Lente em Coimbra, a que também se fez já alusão.

Manuel de Gouveia, cavaleiro, e sua segunda mulher Joana da Rocha. Foram pais de Leonor da Mota Gouveia, segunda mulher de Francisco do Rêgo, confrade em 1565.

Martim de Orta Carneiro e sua mulher Luísa da Vaza, neta de Rui da Vaza, já citado.

Pedro de Carvalho, filho de Diogo de Carvalho e de Margarida de Gouveia, de Alenquer.

Sebastião de Macedo, o moço, veador da Casa do Cardeal Infante D. Henrique, e filho de Sebastião de Macedo e de Helena Jorge, já citados. Faleceu em Agosto de 1593 e foi sepultado na Igreja do Espírito Santo, de cuja Casa foi provedor, conforme a inscrição que traz Guilherme Henriques, pág. 204.

D. Tomás de Noronha e sua mulher D. Helena da Silva, administradores do prazo de D. Leão, de Alenquer. Trata-se do filho primogénito e da nora de D. Leão de Noronha, atrás mencionado.
Faleceu em 14 de Janeiro de 1584 e jaz no seu jazigo da Igreja de S. Francisco.

1577

Diogo Pereira, escudeiro, de Arruda.

1580

Afonso Pato Henriques, cavaleiro, e sua mulher Luísa Caldeira Pimentel, da quinta do Espanhol, termo de Torres Vedras.

Diogo César, de Aldeia Gavinha, e Isabel César, filhos de Onofre César, atrás mencionado, e de sua mulher Beatriz Ribeiro. Diogo César casou em 7 de Janeiro de 1580 com Maria de Melo, filha de Estêvão Neto, já defunto, e de Beatriz de Melo.

Duarte do Quintal, de Arruda, e sua mulher Maria de Soutomaior.

Jorge Godinho de Abreu, cavaleiro, de Carmões, termo de Torres Vedras, e sua mulher Camila de Valadares.

Rafael Leitão, de Aldeia Gavinha, e sua mulher Filipa do Quintal, sobrinha de Maria Lopes, mulher de Francisco Teixeira, já citados.

Rui Freire de Andrade, fidalgo, morador na sua quinta do Cabeço dos Alves, termo de Alenquer. Trata-se do herói de Ormuz?
A cronologia não se opõe a esta hipótese.